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O Que É Que Há, Velhinho?
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| Sargento York, de 1941 |
Mas Jack também queria competir com a Metro-Goldwyn-Mayer, que na época já tinha fama pelos seus musicais. Com a contratação do coreógrafo Busby Berkeley, a Warner produzia musicais incríveis na década de 30, como Amor por Atacado, Rua 42, Cavadoras de Ouro e outros. Berkeley era tão bom que a Metro decidiu contratá-lo em 1939. Mas, quando isso ocorreu, a Warner já tinha novas diretrizes do chefão Jack. As biografias, como Émile Zola, de 1937, que deu o primeiro Oscar de melhor filme para a Warner, também eram bem aceitas pela público. Assim, Jack - que já havia também filmado a vida de Louis Pasteur - ordenou a produção de outros filmes do gênero, como Juarez, de 39, o grandioso Sargento York, de 41 e A Canção da Vitória, de 42. No que se referia aos desenhos animados, Chuck Jones e Tex Avery garantiam a qualidade dos melhores personagens - que até hoje são a marca registrada da Warner - como Pernalonga (usado como uma espécie de embaixador da companhia, o coelho já ganhou até Oscar), Patolino, Droopy e outros.
No início dos anos 40, apenas a MGM podia fazer frente à Warner Bros. Todos os grandes projetos eram oferecidos antes a essas duas companhias. E, mesmo quando os grandes estúdios passavam por épocas dificei, a Warner jamais fraquejou. Triunfando nos EUA e no mundo, a sigla WB já era sinônimo de bom entretenimento. Nos anos 50, porém, ocorreram mudanças internas que, ao invés de prejudicar, como todos seus concorrentes apostavam, acabaram por dinamizar a companhia. Os dois irmãos mais velhos, Harry e Albert, resolveram deixar os negócios e venderam suas ações para um sindicato. Era a época de ouro da TV e a Warner foi a pioneira na produção de filmes para o novo veículo: produziu os seriados Maverick e 77 Sunset Strip, entre outros. Também negociou todos os seus filmes feitos até 1948 para imediata exibição na TV.
Mais uma vez, os passos eram na direção do sucesso. Jack continuava à frente da Warner mesmo nos anos 60, quando a produção para o cinema era quase ocasional. Mesmo assim, são dessa década alguns dos seus melhores filmes, como o Oscar de melhor filme em 1964, Minha Bela Dama, Quem Tem Medo de Virginia Woolf?, de 66, e Uma Rajada de Balas, de 67. Foi quando o último irmão Warner da companhia vendeu suas ações para a Seven Arts, uma empresa canadense que, no entanto, levou apenas três anos para desistir da empreitada. A Warner Bros. Inc. passou então para as mãos da Kinney National Services, um conglomerado nova-iorquino. Nessa época a Warner foi administrada como um negócio, sem a paixão dos amantes da arte, e alugou metade de seu estúdio em Burbank para a Columbia Pictures. Mas o nome Warner ainda era forte o suficiente para obter excelentes resultados.
Mesmo sem a interferência de um produtor atuante, como era Jack Warner, a companhia permaneceu entre as grandes de Hollywood e, dentre vários sucessos, alcançou o seu maior êxito de bilheteria na década de 70, com O Exorcista, de William Friedkin, seguido da mais lucrativa adaptação para o cinema de um personagem de história em quadrinhos, Super-homem, com Christopher Reeve, em 1978.
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